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Brasileiro desenhando o Superman

Posted by Thais Roland on quarta-feira, abril 07, 2010 in
Não sou muito fã de quadrinhos... na verdade, nunca fui... quando era criança, lembro que gostava de ler turma da Mônica, Tio Patinhas e mais um ou outro gibi, mas nem ligava muito...

De qualquer forma, chamou minha atenção a notícia da Folha sobre um brasileiro que está desenhando o Superman agora!

Mega legal, né? A história do cara também é bem interessante.

Não vou ficar filosofando, mas tá aqui o link pro texto original pra quem quiser ler.

Beijocas e até a próxima!

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Virtualizando

Posted by Thais Roland on segunda-feira, abril 05, 2010 in
Oi, povo!

Faz tempo que não falo de nerdisses por aqui, né?

Como hoje testei uma coisa bacana, achei legal contar aqui no Coisa. :)

Estou montando um treinamento com as soluções de voz sobre IP da Cisco e precisei virtualizar os servidores. Na verdade, já usava uma máquina virtual com o CallManager para os treinamentos, mas agora precisamos de mais servidores rodando ao mesmo tempo.

A solução foi usar o VMWare ESXi num servidor mais potente e colocar as VMs das soluções nele.

Fiz o teste hoje com a VM que eu já tinha do CallManager e funcionou super bem. Ficou assim:

- No servidor foi instalado o VMWare ESXi server. Nele não se faz quase nada. Na verdade, as únicas coisas que mudei nele foi senha e endereço IP.

- No meu notebook instalei o vSphere e o Converter.

O Converter não é necessário para quando se vai criar novas máquinas virtuais... Eu usei porque converti a VM que eu já tinha do CallManager que foi construída da forma tradicional, com um VMWare Workstation e nós usávamos com o VMPlayer nos treinamentos.

Bem... depois do server instalado e respondendo, converti a VM original no meu note e mandei para o server. Iniciei a VM já no servidor e testei a conectividade. Tudo funcionou perfeitamente!

Sério, acho que essa foi uma das poucas coisas que eu testei e que funcionou logo de primeira e que foi tão fácil de colocar pra funcionar! O processo pra converter a VM demorou bastante, mas de resto.... a instalação do server foi super rápida e a solução como um todo ficou realmente muito eficiente.

O único inconveniente é que toda a administração das VMs virtualizadas no ESXi é feita remotamente. Na tela do servidor que hospeda o ESXi não se vê nada além de um console da ferramenta com apenas algumas opções de configuração bem limitadas do próprio software e nada mais.

Bem... é isso... simples e rápido... e, no final das contas, recomendo! Vamos ver como vai se comportar até o fim do treinamento, mas parece que promete! ;)

Beijocas e até a próxima, povo! Desculpem se o texto ficou confuso hoje, mas estou morreeeeeeendo de sono. hehehe... Fui!

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Meninas que Detonam - Michelle Knevitz

Posted by Thais Roland on quinta-feira, abril 01, 2010 in
Aê... quem disse que eu não sobreviveria à esta semana! To na área! :)

E... continuando com a saga das meninas que detonam... Desta vez com uma especialista em Qualidade de Software. ;)

Ela não me mandou nenhuma fotinho pra eu publicar aqui, mas também, nem precisava... O avatar dela no Twitter mostra tudo o que a gente precisa ver. hehehe

A Michele é uma nerd com fortes tendências meninísticas e é uma figura! :D O detalhe é pra assinatura de email dela:

Não faça da sua vida um teste de estresse!!!

Espero que gostem e obrigada à Michelle por dedicar um tempinho pra mim! :D

Perfil

Nome: Michelle Aparecida Ferreira Knevitz
Idade: 26 anos
Humor: Conhecem a Docinho, das meninas superpoderosas? Pois é... um dos meus apelidos ;)
Naturalidade: Gaúcha e gremista com o maior orgulho!!!
Formação: Administradora de Empresas, iniciando pós graduação.
Emprego atual: Analista de Sistemas/Qualidade em uma empresa de tecnologia
Hobbies: caminhar, comer, ler, cozinhar, ir ao cinema, fazer testes no meu iPhone.
Twitter: @mizinhak

CMN: Como pós-graduada, você já tem certeza absoluta de o que quer fazer da sua vida, certo?

MK: Sempre fui da opinião de que a vida é uma caixinha de surpresas, nunca sabemos o que o destino nos promete. E como boa libriana, hoje eu tenho certeza do que quero pra minha vida “agora”, mas o dia de amanhã nunca se sabe.

CMN: O que te levou a resolver que queria trabalhar com informática?

MK: Sempre fui “admiradora” dos computadores. Um dos principais motivos, além de que lidar com computadores é muito mais fácil do que com pessoas, é justamente o gostar, a paixão. Gosto de encontrar os problemas justamente pra fazer de tudo, o possível e impossível pra encontrar as soluções. Não gosto de coisas mal feitas e detesto quando as pessoas dizem “a culpa é do sistema”. Não, a culpa não é do sistema, é de quem fez o sistema. E são duas coisas bem diferentes.

CMN: Conta pra gente um pouco de como funciona o mundo da qualidade de software?

MK: A área da qualidade de software é uma área ainda em expansão e está diretamente relacionada à qualidade do processo do desenvolvimento do software. Pra grande maioria das empresas ainda é uma “novidade”, mais uma modinha no mundo da TI, infelizmente. A qualidade desenvolve um papel de extrema importância dentro do projeto que é de diminuir custos e tempo pra empresa e pro cliente, pois visa pela qualidade e satisfação total do software, sem erros, atendendo a todos os requisitos do software. Quem trabalha na parte de qualidade (testers, analistas) é sempre importante tentar manter um bom relacionamento com todos envolvidos no projeto, principalmente com os desenvolvedores, e se “acostumar” a depender do pessoal do desenvolvimento pra muita coisa. A grande maioria dos projetos “empaca” justamente no desenvolvimento, sobrando pouquíssimo ou nenhum tempo para testes (e isso já constitui-se como uma falha grave no processo geral). Geralmente quem trabalha nessa área tem mania de perfeição, é chato, insistente, e quer ver absolutamente TUDO funcionando. E se alguém duvida de que eu sou assim, sim, eu sou exatamente assim.

CMN: Na sua área é um pouco mais normal ter mulheres do que na minha mas, mesmo assim, a predominância também é de homens, certo? Como é, na sua visão, trabalhar com tantos homens?

MK: Eu acho ótimo. Prefiro trabalhar com homens. Mulheres são extremamente competitivas, homens são prestativos (mas isso não impede que possam de dar uma rasteira ;) ). Desde meu primeiro estágio, que trabalhava com informática na TI de um órgão público aqui do RS, sempre trabalhei com homens, e nunca tive sérios problemas. Inclusive foi com eles que me encantei com o mundo da informática ainda mais. Na minha equipe de trabalho atual, por exemplo, eu sou a única mulher :D

CMN: Você é a única colaboradorA do PontoGeek ou tem mais alguma outra garota escrevendo pra eles?

MK: Fazia tanto tempo que não escrevia nada por lá (que vergonha) que pensei nem ser mais colaboradora, mas essa semana consegui postar e vi que ainda sou colaboradora do blog :) Sei que tinham outras duas gurias como colaboradora, mas não sei se ainda escrevem.

CMN: Qual é a reação das pessoas quando descobrem que você trabalha com tecnologia e que você gosta tanto de tecnologia?

MK: Esses dias ainda, quando fui apresentada pra uma pessoa (mulher) e eu disse o que sou, a criatura me olhou e disse: “Tu trabalha com informática? Mas tu não tem cara de quem trabalha com informática.” Já ouvi tanta coisa que da pra escrever um livro... Infelizmente a grande maioria das pessoas ainda tem muito preconceito com mulheres no mundo da informática (principalmente quando se tem uma cara de guriazinha, como eu). Escutar coisas do tipo “a Mi não pode ser normal pra trabalhar com informática”, pra mim, é super comum, e fico tri feliz em saber que eu não sou normal.

CMN: Já sofreu algum tipo de preconceito no trabalho, na facul ou em qualqquer outro lugar por ser mulher e estar participando de uma discução relacionada a tecnologia (principalmente na sua área de desenvolvimento de software)?

MK: Tem uma cena do primeiro dia de aula em Sistemas de Informação, disciplina de Arquitetura e Organização de Computadores, que nunca esqueço. “O professor olha pra minha cara ao entrar na sala e pergunta que sala eu estava procurando e se eu estava na sala certa. Uns 50 nerds me olham assustados, eu toda encabulada respondo: sala 6O108 Arquitetura e Organização de Computadores, curso tal, professor tal é aqui, não?” Também tem uns caras que adoooram largar “essa guria ai é analista?”, tipo, não é porque não tenho peitos grandes que não vou ter cérebro, meu bem ;) Já sofri e ainda sofro bastante preconceito, infelizmente. Espero que um dia esse quadro mude. Lugar de mulher não é em frente ao tanque ou “pilotando” fogão, pelo menos o meu lugar não é.

CMN: Você tem alguns projetos pessoais relacionados ao iPhone, certo? Pretende desenvolver alguma coisa pra ele? Conta um pouquinho mais sobre o seu relacionamento com esse aparelhinho mágico. :)

MK: Tenho uns projetos pessoais, relacionados à minha pós-graduação. Tenho lido bastante coisa, “brincado” bastante com apps, ajudo a testar/dou algumas dicas para aplicativos como, por exemplo, o NearCinema e o FoodBrasil. Tô planejando umas coisas bem legais, mas que por enquanto não posso falar.

CMN: Aproveitando que vc é uma geek com uma quedinha por sapatos (ou seja... uma parte menininha bem marcante.. hehehe).. diz pra gente quais são as suas marcas preferidas e o que você acha que te atrai mais em sapatos. :)

MK: AMO sapatos, independente de marcas. O que me chama atenção são aqueles modelos “diferentes”, que ninguém tem. Quando eu quero um sapato, eu mentalizo ele de um jeito na minha cabeça que sei que não vou encontrar em lugar algum. Partindo disso, comecei a desenhar modelos de sapatos que eu gostaria de ter. Já desenhei modelos exclusivos pra duas amigas que adoraram!

CMN: Qual seria, pra você, o emprego dos sonhos? Ou algo que você gostaria de fazer pelo resto da vida que fosse te dar prazer.

MK: Quando mais nova, até entrar pra faculdade, SEMPRE quis ser perita/investigadora criminal (sim, eu sou louca e eu sei disso... talvez por isso tenha caído no mundo da informática). Não virei perita criminal *ainda*, mas em compensação hoje meu trabalho está bastante relacionado a essa parte de criminalística e perícias, porém com os softwares que auxiliam que esse difícil trabalho seja possível, já que trabalho para manter a qualidade desses softwares. Eu amo meu trabalho atual que, como eu brinco com alguns amigos e colegas, não virei perita criminal mas sou uma ótima “perita de software”. Isso tudo me dá muito prazer, a ponto de já ter recusado algumas propostas bem tentadoras pra me manter fazendo o que eu realmente gosto. Penso que o emprego dos sonhos seja exatamente estar trabalhando naquilo que você gosta, e eu estou :)

CMN: Alguma consideração final?

MK: Agradeço pelo convite do blog e principalmente pela tua paciência aguardando minhas respostas, pois demorei um pouco devido à problemas de saúde.

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Meninas que Detonam - Beatriz Figueiredo

Posted by Thais Roland on quinta-feira, março 25, 2010 in , , ,
Sim sim sim! Vocês leu direito sim! :D

A piloto de Indy 300 mais comentada nos últimos tempos separou uns minutinhos do tempo dela pra dar uma entrevista para o Coisa de Meninos Nada! :D Fala sério, como o Coisa tá ficando importante! ;)

Quando comecei com a série, o Anderson sugeriu que eu enviasse uma entrevista pra Bia e eu pensei: "Ah... até parece, né!". Mas aí ele me passou o contato da assessoria de imprensa dela e eu pensei: "Ah... também não custa tentar, né?". E..... cá está! Ela respondeu mesmo! UHUUUU!!!!! \o/

Pra começar do começo então...

O nome dela é Ana Beatriz Figueiredo, conhecida no Brasil como Bia Figueiredo, e nos Estados Unidos como Ana Beatriz, seu nome oficial na Fórmula Indy.

Os feitos da Bia:
  • única mulher do mundo a vencer na Fórmula Renault, categoria-escola que os pilotos disputam ao sair do kart em vários países, três vezes;
  • única mulher do mundo a vencer na Firestone Indy Lights, categoria de acesso à Fórmula Indy, duas vezes;
  • única mulher do Brasil a chegar a uma categoria top do automobilismo internacional, a Fórmula Indy, cujos carros são os mais rápidos do planeta, vão a mais de 350 km/h com motores de 650 cv. Na São Paulo Indy 300, a primeira etapa da Fórmula Indy em 2010 e a corrida de estreia da Bia na categoria, ela foi a única dos quatro estreantes na Indy e a única das quatro mulheres a concluir a corrida, atingido seu objetivo nessa prova. Ela acelerou a até 330 km/h.
E... a entrevista que ela, super gentilmente, respondeu pra mim...

Perfil

Nome: Ana Beatriz Caselato Gomes de Figueiredo
Idade: 25 anos
Naturalidade: Paulistana
Humor: Feliz da vida
Emprego atual: Piloto de Fórmula Indy
Hobbies: Jet ski, kart e tênis
Twitter: @biaracing

CMN: Bia, depois da Indy 300 aqui em Sampa, acho que todo mundo já sabe bem quem você é... :) Então, pra começarmos, conta um pouco de como você foi acabar dentro de um carro de Fórmula Indy?

Bia: É uma história muito longa. Resumindo: 17 anos de carreira até chegar na Fórmula Indy. Comecei no kart aos oito anos e nunca mais parei. Junto com o suporte do André Ribeiro e do Augusto Cesário, gestores da minha carreira desde 2002, consegui entrar na Indy.
CMN: Antes de ser piloto, o que você fazia?

Bia: Eu brincava de bonecas e de carrinho. Comecei aos oito anos no kart, tinha uma infância normal até então.

CMN: Como se sente tendo conquistado uma posição tão importante em um meio predominantemente masculino?

Bia: Eu me sinto muito feliz e honrada de ter conquistado tudo isso. Foi duro, mas consegui atravessar todas as barreiras até chegar no topo.

CMN: Como é tratada pelos outros pilotos e especialistas do mundo das corridas? Como se sente trabalhando com eles?

Bia: Todos me tratam super bem. Mas dentro das pistas é cada um por si. Não trabalho com nenhum piloto, e sim contra eles.

CMN: Como é o seu convívio com as outras mulheres deste meio?

Bia: Tranquilo. Ali, independente do sexo, somos todos pilotos. Falo com todo mundo.

CMN: Agora acho que a pergunta mais importante. Descreve pra gente a emoção de estar dentro de um carro de corrida a 300 km/h? :D

Bia: É indescritível. Tem que passar por isso para entender. Mas posso dizer uma coisa. Depois de algum tempo, você se acostuma, e quer andar ainda mais rápido.

CMN: Alguma consideração final?

Bia: Adorei o título do blog! Beijoss!

FIM

Pois é, gente! Imagina só se eu não pulei na cadeira de alegria quando vi esse email na minha caixa de entrada! :D

Suuuuper obrigada, Bia! E obrigada ao Anderson também, pelo apoio moral! hehehe

Beijocas, povo! E até a próxima!

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God of War 3

Posted by Thais Roland on terça-feira, março 23, 2010 in , ,
Oi, gente! Desculpem pela ausência ontem.. mas eu estava um pouco ocupada com o Kratos. ;)

Quando ele me liberar pra vida novamente eu volto pra vocês!

Beijocas!

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Meninas que detonam - Patricia Suescun

Posted by Thais Roland on sexta-feira, março 19, 2010 in
Continuando a série Meninas que Detonam, apresento:

PatSue! :D

PatSue, assim como Renata Plantinha, é super inteligente, bonita, legal e manda super bem quando o assunto é futebol.

Meus caros leitores sabem que futebol não é um tópico que atrai a minha atenção mas é um assunto cláááássico de meninos e minha amiga domina!

Mais uma vez, agradeço demais à PatSue por conceder esta entrevista maravilhosa ao Coisa de Meninos Nada e.... :) Novamente... sem mais delongas....


Perfil

Nome: Patricia Martins Suescun
Idade: 34
Humor: agridoce, sou doce e azeda o tempo todo
Naturalidade: Paulistana
Formação: Designer de multimídia
Emprego atual: Designer Gráfica na Adesign desde março de 2009
Hobbies: Assistir séries e esportes, quem sabe um dia não vira profissão
Twitter: @PatSue

CMN: Em primeiro lugar… claro… torce pra que time?

PS: Sport Club Corinthians Paulista

CMN: O que despertou sua paixão pelo futebol?

PS: Acho que foi uma transferência múltipla que me fez gostar de futebol. Primeiro foi minha Mãe, ela é fanática pelo Corinthians e me passou isso durante o parto. Depois o Corinthians me levou a assistir muitas partidas. Logo, o que começou com a paixão por um time acabou se estendendo para todo o esporte. O futebol é história, técnica e tática, não tem como não se envolver. Se olhar de forma superficial possivelmente não irá gostar, pois ele é como arte, para aprender a apreciá-lo você não pode se limitar ao que está vendo. Tem que ir além, entender o contexto, as regras e os objetivos. É fantástico!

CMN: Que jogos costuma acompanhar? Todos os campeonatos possíveis e imagináveis ou só alguns que você acha que valem mesmo a pena?

PS: Gosto de assistir qualquer jogo para poder apreciar a tática e a técnica, é sensacional ver uma jogada sendo construída. Se eu pudesse acompanharia todos, mas como não tenho TV a cabo e nem tempo acabo tendo pouco o que escolher. A minha prioridade é a Taça Libertadores, os jogos em São Paulo eu vou ao estádio (comprei os ingressos ha 4 meses) os que são fora fico grudada na TV ou no iPhone. Além desse tenho visto o Campeonato Paulista, a Champions League (que é sensacional e torço para o Manchester) e alguns jogos do campeonato inglês e italiano. Em julho terá a Copa e não perderei por nada!!!

CMN: Qual é a sensação de assistir a um jogo no estádio?

PS: Indescritível pode ser clichê, mas é a palavra que melhor descreve. Costumo dizer que o futebol é um dos poucos momentos de irracionalidade a que me permito, e no estádio eu atinjo o ápice. Ao vivo tudo é diferente, a atenção tem que estar redobrada, a reação aos lances é mais visceral, e o gol. O gol é uma história a parte, quando ele acontece é como uma explosão. Em casa a vibração é só a sua e talvez de mais alguns. No estádio você sente ela entrando no seu corpo, é muito mais intenso, afinal são 30.000 gritando juntos, é de arrepiar. Tem momentos que choro, tamanha a emoção que sinto. Acho que o gol é um orgasmo coletivo...hahaha

CMN: Como as meninas são tratadas no estádio? Tem alguma distinção? Você já passou por alguma situação interessante lá dentro?

PS: O futebol ainda é um esporte familiar, então é perigoso mexer com a mulher ao lado. Eu costumo ir sozinha ao estádio e nunca fui desrespeitada, sem contar que me sinto muito segura. Na arquibancada você vê todo o tipo de mulher, da senhora a piriguete, mas todas são tratadas muito bem. Nunca fiquei no meio da organizada, mas sei que não é diferente, na verdade a coisa é até mais rígida porque a falta de respeito causa morte...hahaha

CMN: E fora? Como as pessoas reagem, em geral, ao saber que você gosta tanto de futebol? Algum causo interessante pra contar?

PS: A reação, na maioria das vezes, é a mesma. As mulheres acham incompreensível e os homens não dão muita credibilidade. Com o tempo de convívio as mulheres continuam achando que você é estranha, mas os homens aos poucos acabam se convencendo que talvez você entenda alguma coisa.

CMN: Fora o Corinthians, que times você admira?

PS: Eu admiro muito o Barcelona e o Manchester. Como o Corinthians são times de massa, mas com uma organização e administração de fazer inveja. Eles sabem usar o que têm de melhor, e que o Corinthians tem de sobra, que é o torcedor fiel e fanático em benefício do clube.

CMN: E jogadores? Que jogadores você acha que valem a pena e quais você gostaria que estivessem jogando para o seu time?

PS: Eu não sou fanática por jogadores, claro que alguns são marcantes, mas o que me importa é o time. O único que me fez sentir algo diferente foi o Ronaldo. Há umas semanas, pela primeira vez, vi ele jogando ao vivo. Num momento da partida de forma elegante, com a bola praticamente grudada no pé, ele deu 4 dribles desconcertantes. Quando terminou o lance eu estava literalmente arrepiada, com lágrimas nos olhos e com as pernas bambas. Nesse momento percebi que já tinha visto muitos bons jogadores, mas que pela primeira vez eu estava diante de um gênio.

CMN: O que você acha de futebol feminino?

PS: Afe! Vou ser machista agora. Eu não gosto. A bola parece pesada pra elas, os chutes não têm potência, as goleiras não têm altura nem amplitude e falta velocidade e técnica. Claro que existem exceções como a Marta, mas é pouco para me convencer que é futebol o que elas jogam. Mas apesar de tudo isso quando elas colocam a camisa amarela eu torço do mesmo jeito, quem sabe com o tempo melhora...haha

CMN: Pra finalizar, o que você acha que devia ser readequado, com relação a estádios, produtos do time e etc para este novo público feminino que vem crescendo?

PS: Os estádios precisam de muito, eles estão bem longe dos padrões internacionais. Para ter uma idéia nem os números nas cadeiras temos o costume de respeitar. A Copa de 2014 parece que será uma oportunidade para o país avançar na organização e segurança do futebol, já que esses são requisitos importantes para realização do campeonato mundial.

PS: Quanto aos produtos eles estão melhorando. O Futebol Brasileiro está começando a investir de forma efetiva em produtos que levam a marca dos times, então claro que o público feminino está em desvantagem. Hoje já temos camisas femininas, mas é pouca coisa para as fanáticas como eu. Quero usar o que meu time está vestindo, mas agasalhos, uniformes oficiais e tênis ainda são produtos exclusivos para os homens. Espero que em breve possamos ser notadas, e quem sabe não precisarei mais usar roupas gigantes...hehe

CMN: Alguma consideração final?

PS: Vou tentar explicar o que é o Corinthians em algumas palavras: Olhando a arquibancada vemos a torcida corinthiana e pensamos que é uma nação. Ouvindo-a achamos que é religião. Mas junto dela temos a certeza que é amor, o mais puro e eterno amor.

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On the Road

Posted by Thais Roland on quarta-feira, março 17, 2010 in , ,
Caros leitores,

Venho, por meio deste, informá-los que me encontro em Pindamonhangaba, à trabalho, com o intuito aparente de encontrar as botas do Sr. Judas.

Informo também que estou dando o sangue para cumprir minha tarefa com excelência e devolver os calçados do pobre senhor, mesmo em condições tão adversas.

O 3G não funciona, o único sinal de WIFI que consegui encontrar no hotel onde me encontro tem apenas dois tracinhos e mal carrega meus emails e eu simplesmente não consigo encontrar sinais de civilização por mais que vasculhe o horizonte pela varanda do meu quarto.

Fui informada de um possível local de buscas dos tais sapatos e passei o dia investigando sem sucesso. Por se tratar de ambiente sensível, passei por vários procedimentos de segurança antes de entrar no local e quase arranquei a cabeça da mocinha da portaria que grudou uma etiqueta no meu MacBook e (um minuto... preciso respirar fundo antes de digitar o próximo relato...) outra etiqueta em cima da câmera do meu iPhone!

Após um longo dia, verificando o Twitter sofridamente pelo EDGE, retornei ao hotel, jantei um delicioso filé de Badejo com molho de camarão (alguma coisa tinha que ser boa nessa aventura) e duas coca-colas geladíssimas e já me sinto bem novamente para prosseguir com as buscas amanhã.

Aparentemente, se eu não encontrar os calçados do Sr. Judas até sexta-feira vou poder voltar para São Paulo mesmo assim, sem retaliações mas, como não confio muito nestas promessas, estou me empenhando ao máximo para executar a tarefa.

Tentarei mantê-los informados na medida do possível mas saibam que posso não dar sinal de vida até retornar à civilização. Até lá, nada de fotos e nada de MSN. (calma, Thais... respira no saquinho! respira no saquinho!)

Sem mais, atenciosamente,

Thais Offline Rodrigues

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