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Km de Dicas - Bateria

Posted by Thais Roland on sexta-feira, junho 15, 2018 in , , , ,
A bateria fornece energia pra todos os sistemas elétricos e eletrônicos do seu carro enquanto ele está desligado. Depois da partida é o alternador que assume esse papel, além de recarregar a bateria.


Durante a partida que a bateria sofre uma descarga de algo em torno de 100 A em cerca de 3 segundos e se ela estiver com a saúde debilitada você vai acabar indo pro trabalho de busão.

Antigamente só o que dependia da bateria era meia dúzia de luzinhas e talvez um vidro elétrico e um radinho, mas agora, com computador de bordo, sistema de entretenimento, GPS, banco elétrico, teto solar, aquecedor de furico, piloto automático, sistema ABS, controle de estabilidade…. a gente tem que prestar mais atenção na coitada da bateria!

Ouvir rádio ou ficar com os faróis acesos com o carro desligado é muito prejudicial e compromete sua vida útil.

Rastreadores também são um ponto importante! Como precisam ficar ligados o tempo todo podem descarregar a bateria com força se não forem instalados corretamente e o dano pode ser irreversível.

Desligar os acessórios elétricos antes de desligar o carro ajuda bastante, porque aí, na hora de dar partida, a bateria tem que se preocupar só com o motor de arranque e a gente consegue prolongar um pouquinho a vida dela, que é de 2,5 em média.

Carro parado também prejudica a bateria! Isso porque tem um monte de sistemas no carro que nunca param de consumir carga, tipo alarme, rádio, central eletrônica… que usam a tal da corrente stand by, pra manter alguns parâmetros como hora e programação das estações de rádio.

Apesar do consumo ser pequeno, se seu carro ficar parado por mais de três semanas pode ser um problema.

Na hora da partida, cerca de 1% da capacidade dela é consumida, mas o alternador leva uns 15 minutos pra poder recarregar esse 1%. Se você não anda com seu carro a bateria nunca fica 100% carregada e isso diminui drasticamente a vida útil dela.

Terminais mal conectados também podem gerar problemas, então veja se está sempre tudo bem presinho e limpo, já que a sujeira pode resultar em resistência e prejudicar a alimentação dos componentes, além de superaquecer os cabos.

A Cral mandou um monte de dicas bacanas que vocês vêem no vídeo dessa semana, mas ainda tem mais um montão que ficou de fora pro vídeo não ficar gigante e eu vou fazendo outros episódios pra falar de tudo, ok?


Já que o assunto é bateria, vocês também podem rever o vídeo sobre Zinabre da época do saudoso Deixa que Eu Faço!


Super beijo e até o próximo!

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Por Dentro do Circuito - Copa Truck

A BorgWarner convidou o CMN pra assistir a Copa Truck em Interlagos! :D Eu nem vou ficar enrolando com blá blá blá aqui! Assistam o vídeo! :D


Mas eu não vou deixar vocês sem um texto bacana... A pessoa que eu conheço mais apaixonada por competições é o Milton Rubinho e encontrei um ótimo texto dele falando sobre os caminhões dicurrida. Apesar do texto ser de 2016 o conteúdo técnico é muito interessante! Cá está e eu espero que vocês curtam tanto quanto eu curti! :D

Das Estradas Para As Pistas… e Vice-Versa: O que há por trás dos motores da Formula Truck
Por Milton Rubinho

Dentre todas as categorias nacionais do automobilismo, uma chama atenção, de leigos e experts em automobilismo, pelo simples  fato de existir: a Formula Truck.  E eu, como bom alucinado pelo esporte a motor, daquele tipo que acompanha até Campeonato Finlandês de Turismo, não tenho o menor preconceito acerca dos brutos e grandalhões.  Muito ao contrário, sempre admirei o fato de ser uma das últimas categorias de automobilismo, no Brasil, a usar mecânica pertencente ao veículo, ou no mínimo, pertencente à marca do veiculo.

O Trabalho executado em vida pelo grande Aurélio Batista Felix, e que continua com Neusa Navarro Felix (esposa do Aurélio) e família, segue de forma firme e solida, aliando uma série de fatores que dificilmente se vê em qualquer competição esportiva atualmente: Espetáculo, Competitividade e um Campo de Trabalho que permite inovações tecnológicas, as quais se aplicam também nos veículos que trafegam levando cargas e histórias pelo Brasil, e porque não dizer, pela América Latina.

Uma coisa, que deve ser salientada aqui, é a extrema acessibilidade das equipes da categoria. E essa extrema acessibilidade, num ambiente de paddock o qual se podia conversar com mecânicos, chefes de equipe, técnicos e pilotos, me permitiu descobrir varias facetas destes brutos que são desconhecidas da maioria das pessoas.

Desde já, deixo aqui registrado meus agradecimentos  às equipes da Iveco, e da Mercedes Benz e ao Sr. Jairo Pachenki, pai do piloto Diogo Pachenki, que me deu uma aula do que é um Formula Truck.


Caminhão de Diego Pachenki, último “bicudo” da categoria. Correndo desde 1997, provavelmente não correrá ano que vem.

Nessa matéria, nos focaremos mais nos aspectos referente aos motores. Ai vai:

Capacidade Cubica : 12.000cm3 em todos os caminhões, exceto os Ford, que usam motores 9000cm3 e nos Iveco, que usam 13.800cm3 (parece muito, mas não se esqueçam: são caminhões...). Nesse caso, são as capacidades cubicas dos caminhõe  de rua.


Motor MAN utilizado no caminhão VW de Felipe Giaffone, 12 litros.

Sistemas de injeção e controle do motor: Antigamente, era utilizado o famoso sistema de bomba injetora mecânica e bico. Atualmente, por regulamento, todas as marcas usam injeções eletrônicas, em suma maioria Bosch, sendo que algumas equipes utilizam eletrônica Bosch Motorsport 10.1, e outras eletrônica Bosch original, porém modificada para uso em pista. A Volkswagen utiliza eletrônica própria. Além disso, devido às normas de emissão de poluentes, todas as versões de rua dos caminhões de pista usam injeções eletrônicas também.


Detalhe do motor MAN.


Injeção Bosch Motorsport 15.1, uma das melhores existentes hoje.

Turbocompressor Borg Warner

Turbocompressores: Atualmente, duas marcas  fornecem. A Borg-Warner fornece para a suma maioria das equipes do grid, sendo a Iveco a única marca utilizando turbos Garrett. No caso da Borg-Warner, são permitidos apenas dois modelos de turbos, K365 e K37.  A pressão de trabalho dos turbos oscila entre 2 e 3 Bar. Proibido o uso de Bi-Turbo, expediente utilizado pela Scania no caminhão de Roberval Andrade em anos anteriores.


Turbocompressor Borg Warner instalado em motor 9 litros Cummins do caminhão Ford de Djalma Fogaça

Restritor no Turbo: é um expediente utilizado pela organização da categoria para que haja um nivelamento de performance durante o ano. São colocados restritores  na entrada de ar dos turbos de acordo com a posição no campeonato.


Turbocompressor Garrett instalado em caminhão Iveco, única marca de caminhão que utiliza tal turbo.

Pistões,  bielas, anéis, e etc.: Tudo liberado. Pode-se utilizar peças forjadas sem qualquer problema, mas muitas equipes utilizam peças originais.


Motores reserva. Nunca se sabe quando uma válvula pode quebrar...

Rotação máxima dos motores: 3400 a 3500 rpm. Como comparação, um motor de caminhão de rua dificilmente passa do 3000 rpm.

Escapamento: Saída única, com proteção na ponteira, para evitar lançamento de peças do turbo, em caso de quebra.


Detalhe do escape único do caminhão de Wellington Cirino


Ponteira com proteção para evitar que pedaços da turbina sejam lançados em caso de quebra.

Comando de Válvulas: Modificados em todos os caminhões, exceto nos MAN, que usam a peça original.


Ajustes no comando de valvulas do caminhão de Pedro Muffato. 


Ajustes sendo feitos no caminhão de Alex Fabiano. 

Potência estimada: entre 1100 e 1300 cv. Num caminhão de rua, dependendo do modelo, atinge os 480 cv.

Uma questão que muitos comentam sobre a categoria, e que tem mais de uma explicação, é a limitação de velocidade em um trecho de reta, o chamado “radar”, no qual os caminhões tem que passar a 160km/h(que parece difícil para um caminhão de rua, mas vale lembrar que já houve caminhão de pista que atingiu 242km/h).

A primeira explicação, e mais logica a primeira vista, e a segurança. Imaginem um caminhão, 5 toneladas, freando seguidas vezes ao atingir 240 km/h, em uma hora de corrida. Não parece o cenário mais seguro.

E a segunda explicação: Pela sua concepção, o motor de um caminhão é uma maquina voltada para uso em rotações mais baixas, e não em altos regimes de rotação. Sendo assim, o fato de ele acelerar, frear e acelerar de novo, é muito melhor do que cruzar uma reta de 1 km ou mais em rotação máxima.

E, com esse texto, fechamos o que há por trás dos motores dos brutos das pistas. Mas, um caminhão não é só motor. Também há outros sistemas, que em breve serão retratados em outro texto. Até mais!

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Km de Dicas - Velas de Ignição


As velas trabalham dentro do motor do seu carro, são responsáveis por inflamar a mistura de ar+combustível dentro dos cilindros e é importante que estejam em ordem para o bom funcionamento do motor e saúde do seu carro e dos nossos pulmões.

Para saber as condições das velas a gente precisa removê-las e analisar as condições dos eletrodos. A tabela abaixo, fornecida pela Bosch, mostra algumas situações e o que elas significam para o motor. Está em formato imagem pra caber aqui no blog, mas quem quiser é só me pedir que mando em PDF, tá?


A inspeção é simples, mas o senhor Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK, orienta para que sempre tenha o acompanhamento de um profissional. Ele também ressalta que nem sempre o condutor nota o desgaste nas velas, mas que o motor dá sinais apresentando falhas, perda de desempenho e dificuldades na partida.

A NGK recomenda a verificação das velas a cada 10 mil km ou uma vez por ano e lembra que desgaste excessivo pode causar problemas à bobina (ou bobinas), aos cabos de velas e ao catalisador, além de aumentar o consumo de combustível e a emissão de poluentes. Se um dano grave for causado ao catalisador e uma substituição for necessária o prejuízo é bem grande!

Substituir velas é importante e não existe isso de dar uma lixadinha nela ou passar na escova de aço só pra limpar. O Sr. Mori ressalta que estas são peças que trabalham em condições extremamente severas dentro da câmara de combustão e possuem características muito especiais.

A maior parte dos veículos saem das montadoras com velas de níquel e é sempre legal seguir a recomendação do fabricante na hora de comprar o jogo novo, mas existe outros materiais como a platina e o irídio que são usados para a fabricação de velas de alto desempenho e que você pode usar pra ganhar um pouquinho de potência no seu carro. Pra isso, consulta o fabricante da vela pra ter acesso às tabelas de aplicação e ver qual é a melhor pro seu possante.

No vídeo dessa semana o Km de Dicas aborda esse tema e vocês podem assistir, sem esquecer de dar o joinha, compartilhar com os amigos e usar os comentários pra conversar comigo, hein!


A gente se vê no próximo post ou nas próximas postagens do Facebook ou do Instagram do CMN. Ótimo fim de semana, Cois@s!!!

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Km de Dicas - Correia Dentada

Posted by Thais Roland on sexta-feira, maio 25, 2018 in , , , , , ,

A correia dentada é responsável por manter o sincronismo entre o comando de válvulas e o virabrequim. Eu sei que é muito técnico, mas eu preciso convencer vocês de que esse é um componente importante no carro e que merece atenção, então vou fazer isso dizendo que se você não trocar ela nos períodos de Manutenção Preventiva e ela arrebentar, por exemplo, você pode perder o motor do seu carro com os pistões atropelando as válvulas, as válvulas riscando as paredes dos cilindros....... Convenci?

Ótimo! Então verifique no manual do seu carro os períodos de substituição e respeite as especificações da correia. Além disso, sempre peça pro mecânico trocar o tensor (ou tensionador, ou esticador... depende do seu mecânico) da correia e dar uma boa avaliada também nas condições da bomba d'água e na engrenagem do Virabrequim, já que esses dois componentes podem danificar a correia nova se estiverem em más condições.


Tem alguns motores que não usam correia dentada pra manter o sincronismo do motor. Neste caso você tem que descobrir se ele usa corrente ou engrenagens pra essa função e prestar atenção às manutenções que esses componentes necessitam. Apesar de serem mais duráveis do que as correias, também exigem reparos ou substituição.

Se você é @ feliz proprietári@ de um carro popular, fica alerta na hora de comprar uma correia nova, sozinha ou em um kit, já que tá a maior onda de pirataria rolando no mercado. Pra se proteger, pega o número do lote da correia e entra em contato com o fabricante pra ver se tá tudo certo com ele.

A Continental ContiTech forneceu um documento que relaciona os principais problemas com correia dentada, seus diagnósticos e soluções. Eu coloco ele aqui em formato de imagem pra vocês, mas quem quiser o PDF é só me mandar um email pedindo que eu envio, tá?


Corre lá pra ver o vídeo da semana e não esquece de compartilhar com a galera!


Usa os comentários pra conversar comigo e a gente se vê de novo na semana que vem!

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Meninas que Detonam - Nathália Galli

Posted by Thais Roland on sexta-feira, maio 18, 2018 in , , , ,
Tem muito tempo que não entrevisto uma garota dessas que detonam, por isso trouxe uma pra arrebentar mesmo!


Conheci a Nathália no encontro do Veteran Car Club, na Cinemateca de São Paulo enquanto babava no carro dela. Pra minha surpresa, ela já me conhecia e veio conversar comigo. Caí de amores por ela depois de ouvir um trechinho da história, por isso pedi pra ela contar pra vocês também o que me contou naquele dia e em algumas trocas de mensagens.

O vídeo ficou grande mesmo! Eu não teria coragem de cortar mais nada dele. Tudo é apaixonante: o brilho nos olhos dela, o sorriso no rosto e o Camaro Type LT 1974 no fundo.


Espero que curtam a nossa nova websérie Fabulous Drivers e, como sempre, não esqueçam de dar o joinha, compartilhar com a galera, usar os comentários pra falar comigo e, desta vez, pense também em algumas pessoas pra sugerir pra série nova. Quem vocês gostariam de ver contando suas histórias por aqui?

Super beijo, pessoinhas, e até o próximo post!

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Dê os parabéns ao seu carro!

Posted by Thais Roland on sexta-feira, maio 11, 2018 in , , , , ,
No dia 13 de maio comemoramos o Dia do Automóvel, como a data cai num domingo esse ano, então aproveita o fim de semana pra dar os parabéns pra ele e levá-lo pra passear, tomar banho... e tudo isso que ele merece.

Foto: Filipe Redondo - Revista Época
E com "tudo isso que ele merece" eu quero dizer:
verifique o óleo
verifique o líquido de arrefecimento no radiador
verifique a água do reservatório do parabrisa
verifique o combustível do tanque de partida a frio
calibre os pneus (sem esquecer do estepe)
dá um banho nele e não esquece daquela cerinha esperta
e passeie com ele!

A gente já falou sobre tudo isso, hein! Mas se você não lembra, corre na playlist do Km de Dicas pra ver todas elas e cuidar do possante.


Mas voltando ao assunto... o dia 13 de maio é importante para o automóvel porque foi nessa data que rolou a inauguração da primeira estrada de rodagem pavimentada no Brasil, em 1926. Ela ligava Rio de Janeiro a Petrópolis e foi construida com placas de concreto pelo Automóvel Club do Brasil. Um decreto assinado por Getúlio Vargas oficializou a data em 1934.

A galera que curte uma polêmica vai gostar de saber que a Internet tem outras versões pra data, como, por exemplo, o fato de o primeiro Belcar ter saído da linha de montagem da Vemag em 13 de maio de 1958 e, minha versão preferida, em comemoração à primeira viagem de automóvel, realizada por Bertha Benz, em 1888, com o protótipo número 3 do Motorwagen, do senhor Karl Benz, percorrendo uma distância de quase 200km em 3 dias e resolvendo, ela mesma, os problemas que o carro apresentou pelo caminho (orgulho demais)!


Qualquer que seja sua versão favorita do Dia do Automóvel, corre na garagem, dá um abração nele, tira uma selfie e manda pra gente aqui! A gente posta você e seu carango no Facebook do CMN em comemoração! :D

Beijos, Queridos Cois@s e até a semana que vem!

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Usar aditivo no radiador ou não?

Posted by Thais Roland on sexta-feira, maio 04, 2018 in , , , , ,
A gente falou de frio no último Km de Dicas, mas essa semana o Sol resolveu aquecer os coraçõezinhos dos Paulistanos novamente então eu aproveito e converso com vocês sobre aditivos para o radiador.


A galera da Paraflu foi super gentil em contribuir com o conteúdo técnico do post e dar um monte de toques espertos pra gente, como, por exemplo sobre a importância do aditivo, especialmente nos carros mais modernos.

"A importância do aditivo cresce cada vez mais, não só pelas temperaturas maiores de trabalho, mas principalmente pelas leis cada vez mais rigorosas de emissão de poluentes. O sistema de arrefecimento tem ação direta na redução da emissão de gases pelo motor, visto que quando trabalha fora da faixa ideal, a eficiência do motor é reduzida e consome/polui mais, gerando maior quantidade de NOx (óxidos de nitrogênio) e SOx (óxidos de enxofre).
             
Além disto, com a atual tendência de redução do tamanho dos motores (downsizing), a relação potência/cilindrada está ficando cada vez maior, exigindo mais do sistema de arrefecimento e conseqüentemente do aditivo para radiador. Galerias e dutos menores, menor volume do sistema de arrefecimento em geral também demandam maior eficiência na troca térmica do sistema de arrefecimento."

Com relação às funções do aditivo a Paraflu ressalta que "TODO aditivo DEVE exercer as seguintes propriedades:


  • Antifervura: Elevar o ponto de ebulição do líquido de arrefecimento, aumentando drasticamente a eficiência na gestão da temperatura do motor, já que uma vez que no estado gasoso, a capacidade de remover o excesso de calor pelo aditivo é reduzida drasticamente. Isto resulta em temperaturas de trabalho cada vez maiores para o motor (maiores do que ele foi projetado para trabalhar regularmente), desgaste precoce dos componentes do motor, aumento no consumo de combustível, redução da vida útil de todo o sistema em geral...;
  • Anticongelante: Reduz o ponto de congelamento, ou seja, a temperatura em que o líquido de arrefecimento muda para a fase sólida. Esta propriedade não é muito utilizada em nosso país devido às condições climáticas, mas um detalhe muito importante de ressaltar é que a mesma matéria prima que fornece as propriedades ANTIFERVURA e LUBRIFICANTE (duas funções primordiais para o sistema de arrefecimento) é a mesma que fornece a propriedade ANTICONGELANTE. Quando o líquido acaba por congelar, este leva mais tempo para retornar à fase líquida do que o motor leva para aquecer. Uma vez aquecido, o motor necessita de líquido circulando por ele para se conservar na temperatura correta. Como o aditivo congelado pode demorar mais tempo para circular corretamente pelo sistema, o motor pode sobreaquecer (mesmo que a temperatura externa esteja abaixo de zero!) e sofrer danos graves, como queima da junta..."


Eles também fazem um alerta importante com relação a misturas de produtos: "Outro detalhe bastante importante quando se fala em manutenção do sistema é que o líquido de arrefecimento não deve ser misturado com outros produtos de marca/modelo diferentes. Esta mistura pode causar reações adversas e causar danos no sistema, como a formação de gel/sílica no sistema ou ainda o aceleramento dos processos de corrosão (e não o inverso que seria o esperado do produto)."

E desmistificam a questão da cor do aditivo: "A cor do produto tem a única função de facilitar a identificação de vazamentos e facilitar a visualização do nível no reservatório de expansão. Dito isto, a cor do produto em si não garante que este seja o produto indicado para uso. Aliado ao fato de não existir uma regra ou norma que dite uma cor específica para uma determinada característica de aditivo, o mercado é repleto de produtos semelhantes com cores distintas e vice-versa. Por este motivo, ao se fazer a substituição do líquido de arrefecimento, a cor não é fator determinante na hora da escolha. Isto fica à cargo do tipo do produto (INORGÂNICO, ORGÂNICO e HÍBRIDO)."

O resumo da ópera está no vídeo do Km de Dicas que vocês conferem logo abaixo.


Agora me digam... quais dúvidas vocês ainda têm sobre aditivo? Usa os comentários pra conversar comigo e a gente se vê na semana que vem!

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